Defesa de mestrado

Avanço necessário à adoção de crianças e adolescentes habilitados com idade acima de 6 anos, grupos de irmãos ou com deficiência

Leandro Canavarros

Quando?

Que horas?

17:30 até 20:00

Banca Examinadora:

Dra. Dóris Ghilardi

Orientadora e Presidente da banca

Dr. Sávio Bittencourt

FGV EBAPE

Dra. Josiane Rose Petry Veronese

UFSC

Resumo

Nesta dissertação de mestrado será abordado “O Avanço Necessários à Adoção de Crianças e Adolescentes Habilitados, com idade acima de 6 anos, grupos de irmãos ou com deficiência”. Isso porque, das estatísticas disponibilizadas pelo Sistema Nacional de Adoção e Acolhimento (SNA) é possível verificar que apesar do elevado número de famílias habilitadas à adoção, são poucos os pretendentes que se candidatam à adoção desse grupo de sujeitos…

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Resumo

Nesta dissertação de mestrado será abordado “O Avanço Necessários à Adoção de Crianças e Adolescentes Habilitados, com idade acima de 6 anos, grupos de irmãos ou com deficiência”. Isso porque, das estatísticas disponibilizadas pelo Sistema Nacional de Adoção e Acolhimento (SNA) é possível verificar que apesar do elevado número de famílias habilitadas à adoção, são poucos os pretendentes que se candidatam à adoção desse grupo de sujeitos. Portanto, é quase zero a probabilidade de êxito dessas adoções, o que lhes comprometem os direitos mais básicos e fundamentais oriundos dos benefícios em poder crescer e evoluir no seio familiar, base do desenvolvimento da personalidade do ser humano, alicerce da construção social. Ou seja, muitos desses sujeitos acabam por permanecer de forma prolongada em situação de acolhimento e ao atingir a maioridade voltam à sociedade sem qualquer aparato, em desatenção à convivência familiar e comunitária. Portanto, apesar de não se desconsiderar que crianças e adolescentes vão para os acolhimentos em decorrência de um grave problema social de abandono e de ausência de políticas efetivas de fortalecimento familiar, disserta-se que para os sujeitos dissociados de suas origens e em situação de acolhimento a adoção é uma alternativa necessária. Em razão disso, apontou-se como é que ocorrem na prática as habilitações à adoção e o pleito de adoção propriamente dito.

Demonstrou-se que ainda não são inseridos na prática os conceitos teóricos fornecidos pela área da psicologia, a qual aponta que para ser possível a construção de novos vínculos e para o fortalecimento do afeto entre os sujeitos é necessário que sejam estabelecidos contatos e lhes seja oportunizada a convivência. Após fundamentação teórica das contribuições da psicologia, colaciona-se exemplo de prática em consonância com o avanço necessário à adoção de crianças e adolescentes, a qual ocorre em Curitiba desde o ano de 2015 com pelo menos 57 adoções realizadas até julho de 2022. Destaca-se que essa nova prática possui potencial muito mais abrangente do que os conhecidos trabalhos de busca ativa ou de visibilidade, pois para além disso, se frequentemente implementada, poderá promover um verdadeiro e inovador “Programa de Convivência à Formação de Vínculos entre Famílias, Crianças e Adolescentes Habilitados”, visto que facilita e propicia a construção de novos vínculos afetivos. Em razão disso, tendo por base a fundamentação teórica exposta e o exemplo prático ilustrado, disponibilizou-se minuta de projeto para um Programa de Convivência que possa ser replicado e desenvolvido nos demais entes da Federação, traçando-se desde já alguns dos desafios inerentes a execução deste trabalho, todavia, em contrapartida, ao final listando-se extenso rol exemplificativo de reflexos positivos e esperados da nova prática para o avanço necessário à adoção de crianças e adolescentes habilitados, com idade acima de 6 anos, grupos de irmãos ou com deficiência.